segunda-feira, 30 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 10


À esquerda, José João Altafine, o Mazzola. Paulista de Piracicaba jogava pelo Palmeiras e pelo futebol que apresentava já era sondado para jogar no campeonato italiano. Ao centro, Edvaldo Alves Santarosa, o Dida era alagoano de nascimento e jogava pelo Flamengo. À direita o carismático José Macia, o Pepe, que atuava pelo Santos.

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 9


Neste post vemos Oréco (Valdemar Rodrigues Martins) que era gaúcho e integrava o elenco do Corinthians. No meio aparece Joel Antônio Martins que jogava pelo Flamengo e Moacir Claudino Pinto que também era jogador do Flamengo, tendo estreado na seleção brasileira no mundial de 1958.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 8


A esquerda aparecem Mauro Ramos de Oliveira que jogava pelo São Paulo. Foi campeão sul americano em 1949. No centro temos Dino Sani que também jogava pelo São Paulo e estreou na seleção na copa de 1958. Finalizando, Zózimo Alves Calazans, que integrava a equipe do Bangu (RJ). Zózimo disputou os jogos de Helsinque e em 1956 excursionou com a seleção brasileira pela Europa.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 7


Começando o post, sempre da esquerda para a direita, aparecem:

Mário Américo, o massagista da seleção brasileira (era vinculado a Portuguesa de Desportos).

No meio temos Carlos José Castilho, que era goleiro do Fluminense. Castilho já era um veterano na seleção brasileira tendo sido campeão sul americano em 1949 e panamericano em 1952. Também jogou no mundial da Alemanha em 1954.

Finalizando, Djalma Santos pertencia a Portuguesa de Desportos, foi campeão panamericano em 1952 e jogou a copa de 1954 na Alemanha. Até a copa de 1958 já tinha vestido a camisa da seleção brasileira em 48 jogos.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 6


Neste post temos dois atletas conhecidíssimos e um profissional que foi da máxima importância para o sucesso da seleção de 1958. Da esquerda para a direita: Pelé, Zagallo e Paulo Amaral.

Pelé, o Edson Arantes do Nascimento, disputou o torneio de 1958 com 18 anos de idade mas aos 15 anos já tinha disputado competições internacionais. Pertencia ao Santos Futebol Clube.

Mário Lobo Zagallo, pertencia ao Flamengo e a copa da Suécia foi a sua estréia no futebol mundial.

Paulo Amaral, era o preparador físico da seleção de 1958 (e da 1962 também). Na época trabalhava no Botafogo. Faleceu recentemente, em maio de 2008.

domingo, 22 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 5


Da esquerda para a direita, começando por ele, o singular Garrincha!

Garrincha, nome completo: Manoel Francisco dos Santos, pertencia naquela época ao Botafogo. Jogou a copa de 1958 com 24 anos de idade e foi considerado a revelação do mundial. Nem precisa-se falar mais sobre "Mané Garrincha", pois a história dele todos sabemos de cor. Biografias, documentários, etc. já foram feitos para mostrar a vida deste gênio da bola, por isso Garrincha foi, e sempre será, um atleta único e inesquecível para aqueles que tiveram o privilégio de vê-lo jogar e para outros (como eu) que ouviram dele falar e se encantam (até hoje) com sua arte e genialidade de jogar futebol.

Waldir Pereira, o Didi também jogava pelo Botafogo e foi o criador da "folha seca", hoje conhecido como chute de trivela. A folha seca era um chute dado com a parte externa do pé onde a bola, ao se aproximar do gol, começa a cair como se fosse uma folha se desprendendo de uma árvore no outono, enganando o goleiro e indo parar no fundo da rede do adversário. Didi também era conhecido como "Príncipe Etíope" pela sua elegância e toque de bola refinado. No jogo da final, contra os donos da casa, os suecos, o Brasil levou o primeiro gol e Didi foi então buscar a bola no fundo da rede, atravessando devagar o campo com ela (a bola) na mão dando força e moral para todos os jogadores. Este gesto, para muitos, foi fundamental para que o Brasil virasse o jogo e conquistasse a Jules Rimet.

Edvaldo Izídio Neto ou apenas Vavá jogava pelo Vasco e disputou a copa da Suécia com 23 anos de idade. Era um goleador nato e participou das Olímpiadas de Helsinque no ano de 1952.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 4


Da esquerda para a direita temos os jogadores:

José Ely Miranda, o Zito, que pertencia ao Santos. Zito disputou a copa da Suécia com 25 anos de idade, possuia, na ocasião, 1,69m e pesava 65Kg.

Orlando Peçanha de Carvalho jogava pelo Vasco da Gama e era um estreante na seleção brasileira. Tinha, naquela copa, 22 anos, medindo 1,69m e pesando 65Kg.

Nilton dos Santos, ou apenas Nilton Santos, era um dos craques daqueles tempos. Disputou a copa de 1950 como reserva e a partir do torneio de 1954 era titular. Na Suécia contava com 32 anos de idade, tendo 1,80m de altura e peso de 78Kg. Até 1958 sempre defendeu as cores do Botafogo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 3


Da esquerda para a direita:

Nilton de Sordi que na época da copa de 1958 jogava pelo São Paulo. Tinha 27 anos, pesava 73 Kg e tinha 1,70m de altura. Além de ter sido várias vezes campeão paulista e brasileiro, De Sordi participou em 1956 da excursão que a seleção brasileira fez pela Europa e do Sul Americano extra em Montevideo, no Uruguai.

Gilmar dos Santos Neves também tinha no ano de 1958 27 anos e pertencia ao Corinthians. Sua altura era de 1,80m e pesava 73 Kg. Também excursionou com a seleção pela Europa no ano de 1956.

Luiz Bellini era atleta do Vasco da Gama e foi o capitão da seleção de 1958. Chegou na Suécia com 27 anos de idade, 1,80m e 83 Kg. Atuou pela seleção brasileira na copa de 1958 contra os times de Portugal e da Ioguslávia

domingo, 15 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 2


Na página 1 do álbum digitalizado temos (a esquerda) a fotografia do Dr. Paulo Machado de Carvalho que na época era uma das maiores figuras do esporte brasileiro. Ele foi várias vezes diretor do São Paulo Futebol Clube e supervisor da Seleção Paulista (que em 1958 já tinha sido tri-campeã brasileira).

Na época da copa de 1958 o Dr. Paulo Machado de Carvalho era o Vice Presidente da CBD e o chefe da delegação brasileira na Suécia. Na vida profissional era Diretor Presidente das Emissoras Unidas de São Paulo e da TV Record - canal 7.


Na foto a direita vemos o Dr. João Carvalhaes (o primeiro psicológo esportivo brasileiro) e, em que pese todo o conhecimento médico e científico deste profissional, vale citar aqui um episódio ocorrido na hora da convocação dos jogadores.


Dr. Carvalhaes ao aplicar em Garrincha um teste psicológico chegou a conclusão que o craque tinha um QI irrisório, enquadrando o jogador como um débil mental, mas Vicente Feola (o técnico) em uma de suas tiradas disse ao médico: "vou convocá-lo assim mesmo" e completou: "ainda bem que ele pensa com os pés...".

sábado, 14 de junho de 2008

Copa do Mundo de Futebol - 1958 (1958 Fifa World Cup) - Parte 1


Em 1959 Nelson Rodrigues escreveu na revista Manchete Esportiva o seguinte: "O escrete deu-nos a maior alegria de nossas vidas. Tornou qualquer vira-lata um campeão do mundo".

A frase acima citada era uma referência à conquista pelo Brasil da Copa do Mundo de 1958 realizada na Suécia, onde enterramos de uma vez por todas o trauma causado pela derrota para a Celeste Olímpica (Uruguai) na final de 1950 em um Maracanã lotado.

Após nossos fiascos de 1950 e 1954 a CBD - Confederação Brasileira de Desportos montou um esquema de treinamentos único para os padrões do esporte bretão na época. Os jogadores fizeram condicionamento físico em aparelhos próprios e foram submetidos a uma bateria de exames médicos.

Paulo Machado de Carvalho como chefe da delegação brasileira soube impor ao grupo a organização que faltou aos escretes antecessores; Vicente Feola comandou o time com uma tática de jogo inédita na época, o 4-3-3 (onde recuava Zagalo para o meio-campo); Dr. Hilton Gosling (médico) e Dr. João Carvalhaes (psicológo) foram responsáveis pela saúde física e mental dos jogadores; Paulo Amaral foi o preparador físico dos atletas e Mario Américo era o massagista do escrete canarinho.

Mas nada disso seria suficiente se não fosse o talento nato dos jogadores brasileiros, onde, cito aqui, um por um:

Nilton De Sordi (São Paulo)

Gilmar dos Santos Neves (Corinthians)

Luiz Bellini (Vasco da Gama)

José Ely Miranda, o Zito (Santos)

Orlando Peçanha de Carvalho (Vasco)

Nilton dos Santos (Botafogo)

Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha (Botafogo)

Waldir Pereira, o Didi (Botafogo)

Edvaldo Izidio Neto, o Vavá (Vasco)

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé (Santos)

Mario Lobo Zagallo (Flamengo)

Carlos José Castilho (Fluminense)

Djalma Santos (Portuguesa de Desportos)

Mauro Ramos de Oliveira (São Paulo)

Dino Sani (São Paulo)

Zózimo Alves Calazans (Bangu)

Valdemar Rodrigues Martins, o Oréco (Corinthians)

Joel Antonio Martins (Flamengo)

Moacir Carvalho Pinto (Flamengo)

José João Altafine, o Mazzola (Palmeiras)

Edvaldo Alves Santarosa, o Dida (Flamengo)

José Macia, o Pepe (Santos)

A reunião da organização da seleção brasileira e a habilidade singular de cada jogador possibilitou que, em 29 de junho de 1958 no estádio Rasunda (Estocolmo-Suécia), o capitão Belini ergue-se a taça Jules Rimet, após a vitória de 5 x 2 do Brasil sobre a Suécia. Depois de seis edições da copa do mundo (a primeira foi em 1930) finalmente éramos campeões, os maiores do futebol mundial.

A Copa de 1958 revelou ao mundo o garoto Pelé, mas nela também foram destaques Just Fontaine (artilheiro da França) e Lev Yashin, o aranha-negra (goleiro da URSS).

Para homenagear os 50 anos de conquista da copa de 1958 vou postar aqui uma sequência de cromos que digitalizei de um álbum de fotos que achei perdido na casa da minha avó, lá na rua São Pantaleão, nº 147. Espero que gostem da iniciativa.

Abraços a todos(as) leitores(as) do blog.

José Smith Junior
PS: a foto acima é a digitalização da capa do álbum publicado na época pela Editora Aquarela Ltda, cujo endereço é (ou era) na Avenida Cásper Líbero, 58, 1º andar, Sala 108, São Paulo-SP.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Cacto (Rebento de Pedra)


Cacto...
filho rude parido na caatinga e nos chapadões nordestinos.

Cacto nasce de teimoso, sem ver pai ou mãe, e cresce teimando contra o sol e a terra árida que lhe castiga o verde.

Cacto é menino espinhento, que aprende cedo a se defender das agruras que existem na vida ingrata do sertão.

Cacto que, quando adulto, flora na seca avisando que a chuva chega no sertão.

Cacto, símbolo de um povo, símbolo do orgulho de ser nordestino!

José Smith Junior (fotografia tirada no Parque Nacional de Sete Cidades - PI)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gotas de Sabedoria (1)


Queres ser feliz?
Então não pagues o mal ou a injúria na mesma moeda!


Queres amar a vida?
Então refreie a tua língua do mal e evite que teus lábios dolosamente proclamem um verbo infame!


Queres buscar a paz?
Então aparta-te do mal e pratique a bondade, até em pensamentos!


Bom início de semana a todos(as) leitores(as) deste blog e obrigado pelos mais de 1.000 acessos.


José Smith Junior
A foto é do meu poodle, Zeus.

sábado, 7 de junho de 2008

Caema, fonte de quê? Compromisso com quem?


Desde quinta-feira, dia 05 de junho de 2008, não sei o que é abrir uma torneira e poder lavar as mãos, escovar os dentes ou tomar uma ducha no chuveiro, pois somente este ano é a quarta vez que a adutora do Sistema Italuís se rompe lá pelas bandas do Campo de Perizes e deixa metade da cidade sem água. Isso é um absurdo!
Na sexta-feira passada eu e minha mulher tivemos que sair de casa por volta das 07:00h da manhã para tomar banho sabem aonde? No Eros Motel onde entrei com uma mochila contendo terno, camisa, gravata, apetrechos de barba, sapatos, etc. uma vez que tinha que fazer uma audiência logo mais às 08:30h e na minha casa não tinha... água!
O fato de ter entrado em um motel pela primeira vez na vida para não fazer aquilo que todo adulto gosta de fazer (dentro de um motel) poderia até ser cômico (afinal de contas pagamos R$ 35,00 só para tomar banho), se não fosse trágico eis que a Caema - Companhia de Águas e Esgostos do Maranhão, não é fonte de água e tampouco tem compromisso com a vida de ninguém, conforme destaca em seu sítio na internet.
A Caema é uma vergonha para nós maranhenses e vem sendo sucateada há décadas sem que algum governante tenha realmente interesse em modernizar a empresa e melhorar os serviços que ela (mal) presta à população do estado.
Vejam bem, quando eu me refiro a algum governante eu falo de todos, sem distinção dos oligárquicos ou dos ditos libertários, pois para mim são tudo farinha do mesmo saco. Alguém se lembra quem era o diretor-presidente da Caema no governo de Epitácio Cafeteira? Resposta: Aderson Lago, atual secretário de governo da Casa Civil, então não me venham com as chorumelas e blábláblá's plantados na mídia local de que a Caema se encontra neste estado deplorável de hoje por causa de Sarney e seus comandados. É tudo gente inútil, preocupada apenas com seu "eu" e o povo, dito liberto (ô doce ilusão), que se dane.
Ah, oligarcas e libertários... vocês só comandam meu povo pois somos mansos e pacíficos. Somos como gado, tocados de pasto a pasto, até entrar no curral, mas um dia o boi descobre a força que tem e nunca mais vocês nos colocam uma cangalha.
Para terminar - embusteiros políticos - saibam que sei que a falta de água na torneira não importa para vocês afinal, se falta água, é só botar proseco na cisterna e tomar banho. A vida é uma festa, Fellini que o diga... "La Doce Vita".
Este é meu desabafo!
José Smith Junior
***
PS (1): Escrevo estas linhas com apenas um banho tomado ontem logo de manhã cedo em um motel, e sem previsão de tomar outro tão cedo.
PS (2): Gostaria de saber de algum setor da Caema se posso abater da minha conta de água do próximo mês a nota fiscal do Eros Motel no valor de R$ 35,00.

Alô Caema, aguardo um retorno!!!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sinto vergonha de mim

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!


(Cleide Canton)


* * *

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".


(Rui Barbosa)


* * *

Eu também sinto vergonha de mim!

Sinto vergonha em ver meu povo ser tocado feito gado e utilizado como fantoche nas mãos de embusteiros travestidos de políticos.

Sinto vergonha de ver minha terra - onde não cantam mais os sabiás - ser explorada até a exaustão e entregar suas riquezas a inescrupulosos homens ditos de bem enquanto que, nos grotões maranhenses, seus caboclos recebem a paga miserável de algum bolsa-esmola federal.

Sinto vergonha de ter feito em 1985, quando ainda era um aluno do Marista, campanha política para candidatos que hoje, alcunhados como libertários, exercem o poder em minha terra.

Tenho vergonha dos anos e anos de dominação de apenas uma classe política no comando da terra das palmeiras, mas também me envergonho dos libertadores do meu Maranhão.

Tenho vergonha de todos os dias ler pequenas mentiras contadas de forma imparcial no estado do Maranhão, mas também me envergonho de assistir, por algum mirante, as notícias irradiadas pelas parabólicas difusoras da cidade de São Luís a todos os telespectadores da dita maranhensidade.

Tenho vergonha de tanta coisa mas o que mais me envergonha é ver a hipocrisia dessa gente que decide a nossa sorte em jantares ou em mesas de bares, bebendo doses de whisky em copos de cristal, enquanto que meu povo, preso (nunca liberto) como gado, vive enganado no eterno curral chamado Maranhão.


(José Smith Junior)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Colégio Maranhense - Marista



Ontem, dia 25 de maio de 2008, fiquei sabendo que o prédio do Colégio Maranhense - Marista, onde estudei de 1975 a 1985 (terminei o 3º ano no Colégio Dom Bosco), provavelmente será vendido para a Secretaria de Educação do Estado do Maranhão.

Quase que diariamente passo em frente ao velho Marista que ocupa boa parte da rua do Outeiro e da Oswaldo Cruz onde um dia também já foi a Quinta do Barão (hoje só existe da Quinta um portal de madeira e colunas de pedra de cantaria), e fico desolado em ver o estado de abandono em que se encontra um colégio que foi durante gerações motivo de orgulho para os que ali estudaram.

Entrei no Marista quando a direção do Colégio Maranhense estava a encargo do Irmão Jorge, e pela minha pouca idade, não posso afirmar sobre como foi a sua gestão mas me lembro que ele era um grande entusiasta da prática de esportes no colégio e o Marista da sua época arrebentava nos JEM's (Jogos Escolares Maranhenses).

Irmão Jorge deixou a direção do Colégio Maranhense e foi tomar conta da unidade Marista do Ceará, no caso o Colégio Cearense, e depois não soube o que foi feito dele. Em seu lugar aqui ficou o Irmão Rodrigues que era apelidado de "cabeça de cotonete" por causa da sua cabeleira bem branca.

Da mesma época eram Irmão Francisco, Irmão Caçador (de religião... ô velho difícil de tratar: uma vez deu nota zero para uma turma inteira por que ninguém soube escrever a oração "Ave Maria" com todos os efes, erres, vírgulas, etc.), Irmão Nelson, Irmão Turra, Irmão Aguiar, dentre outros que a memória não consegue, no momento, lembrar os nomes.

Professoras da época do primário foram muitas, mas guardo com carinho os ensinamentos de Autaflora (já falecida) e Aldener. Da Professora Paula eu (e acho que quase ninguém) não guardo boas recordações, pois a mulher era má e adorava bater com a caneta na cabeça dos alunos. Na quinta série conheci o Prof. Malveira (de Matemática) que, apesar no nome, de mal não tinha nada, mas da sua mulher, a Professora Margarida, ah, dessa eu tinha minhas reservas!

Da sexta série em diante vieram Benedita e Jesus (de Português), Carvalho (de História), Afrânio (de Geografia), Orzinete (de Biologia), e muitos outros, mas cabe aqui uma referência especial a Jansen (o quase eterno coordenador dos 2º e 3º anos do segundo grau), pessoa que se tornou uma lenda viva do Marista. Jansen sempre teve uma conduta irrepreensível dentro e fora do colégio, além de que dedicava a todos os alunos e pais de alunos uma paciência de Jó (risos). Nos esportes o Marista sobrava em tudo. Éramos o único colégio que tinha piscina própria e ali na água tudo era comandado pela mão-de-ferro do Gilson e pela simpatia de Julinho (os dois professores de natação); o volêi era de Antonino, sempre metido a galã com suas motos Honda; já o basquete era terreno de Teixeira e Stélio coordenava o handebol e toda a parte geral de educação física. Tinha também o judô, várias vezes campeão sob a batuta de Emílio.

Coquinho vendendo seus picolés; seu Elias (esposa e filhas) na única cantina do colégio; Orlando o zelador; Sr. Raimundo, o velhinho magro da portaria; Zé Maria da tesouraria... são tantas pessoas que vem na cabeça na hora que escrevo estas linhas e praticamente me transporto para dentro dos muros do velho colégio.

Muitas amizades ali foram feitas e alguns namoros ensaiados (embora eu fosse na época por demais tímido). Guardo com carinho dessa época muitos amigos, mas dois são especiais: Marlos Patrício Gomes Pessoa e Alzir de Souza Carvalho Filho, dois caras 100%! Sei que sou um amigo muito sem-vergonha, pois esqueço as datas de aniversário deles, sem contar que volta e meia sou convidado a ir visitá-los e nunca vou.

Quem um dia passou por ali sabe do que eu estou falando, afinal de contas um aluno Marista sempre será um Marista!

O velho colégio sempre sobreviverá - lindo e imponente - na memória da "mocidade do Colégio Marista, a sombra do estandarte de Maria".

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Pick-ups na Avenida Paulista


Manhã de domingo na Paulista em julho de 2004.

domingo, 11 de maio de 2008

Terremoto em São Luís do Maranhão

Sim é verdade! Em São Luís do Maranhão aconteceu hoje (11 de maio de 2008) um terremoto. O abalo sísmico se iniciou por volta das 08h09m33s e atingiu sua magnitude às 08h13m15s, mas felizmente não houve nenhum tipo de dano ao nosso já combalido (e mal cuidado) patrimônio histórico, uma vez que o tremor não causou vítimas fatais eis que apenas alguns ouvidos ficaram seriamente avariados e sabem por quê?

Porque este abalo sísmico não é mensurado na escala Richter, mas sim na famigerada escala Créu[1], uma música idiota que se espalhou de norte a sul do país bem mais rápido do que qualquer surto de dengue.

Voltando ao meu domingo eu acordo cedo (por volta das seis da matina), e sempre cumpro o mesmo ritual: beijo minha mulher dando a ela um bom dia e dizendo o quanto a amo; saio do quarto e vou ao encontro dos meus filhotes (dois pequenos cães chamados Zeus e Bono Vox) que me recebem de forma sempre festiva (não importando se estão agoniados para irem ao quintal fazerem suas necessidades fisiológicas após a noite de sono na copa da casa). Após soltar os pets na área externa me dirijo à frente da casa para pegar o jornal enquanto deixo o café passando no fogão.

Café passado, preparo a mesa com as xícaras, pratos e talheres e faço minha salada de frutas. Esquento o pão na chapa e degusto com prazer minha primeira xícara de café da manhã. Neste momento o relógio marca umas sete e meia da manhã e confortavelmente me instalo para ler os periódicos dominicais, afinal de contas é preciso ler nos jornais as pequenas mentiras de forma imparcial para compreender o Estado do Maranhão!

Após uns trinta minutos de leitura sou surpreendido pelo início de um ruído que atinge meus tímpanos ao tempo em que sacode as estruturas da minha casa. O ruído assim dizia: “É a dança do créu mané! É créu, é créu neles! É créu, é créu nelas! Vamo bora, vamo que vamo!”.

Assustado, vendo a casa tremer e os meus cachorros latirem em tom de desespero, pensei no pior: um terremoto tal qual aquele que houve em São Paulo há poucos dias.

Num relance vi a minha vida passar, pensei na minha mulher dormindo o sono dos anjos; pensei na minha família, pai, mãe (hoje é dia das mães), irmã; pensei nos pets que corriam e latiam desatinadamente pelo quintal e o tremor aumentava à medida em que o barulho invadia minha casa e era ainda o nível 01: “Créééééuuuuu”.

Suando frio me lembrei de que alguns clientes do escritório de advocacia ainda me devem (e muito) honorários e fiquei triste em perecer aos quarenta anos sem receber o “dim-dim” fruto do meu trabalho mas logo voltei à realidade quanto o tremor atingiu o nível 02: “Crééu, crééu, crééu, crééu, crééu, crééu.”

A garganta estava seca e eu em estado de choque não tinha mais coragem de esboçar um movimento sequer, quando o estrondo aumentou, nível 03: “Créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, tá ficando difícil, hein.”

Dizem que na hora do desespero o ser humano busca forças onde não tem e vence obstáculos que em situações cotidianas ele (o homem comum) não conseguiria e foi isso mesmo que aconteceu comigo.

Num ato súbito despertei do transe do medo e pulei da poltrona! Correndo ao quarto abri a porta e Raquel estava dormindo. Fui a janela da copa vi meus cães correndo e ladrando de forma meio desesperada eis que o barulho ensurescedor e os tremores continuavam. Por último fui ao portão da frente da casa e, pasmem, lá estava o epicentro do terremoto: uma camioneta importada de um playbosta[2] que tinha na parte da carroceria uma verdadeira parede de caixas de som.

O babaca é namorado da minha vizinha e, presumo, veio reentregar o presente das mães à futura sogra (deixando a namorada em casa após a noite inteira na balada ou no show do Chiclete com Banana que emporcalhou a área da Praia Grande na noite de sábado).

Refeito do susto o paredão de caixas de som cuspiu em meus ouvidos o nível 04: “Créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu... tá aumentando mané!”.

E terminou mandando o nível 05: “velocidade cinco na dança do créu... créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu (6x) e mais... Créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu, créuu (8x).”

Enquanto isso a namocréia (cruzamento de namorada com mocréia) do playbosta adentrava seu singelo lar em coreografias que deixariam aquele personagem tosco que se autodenomina lacraia com ares de uma noviça rebelde.

O playbosta saiu, fazendo cantar os pneus do automóvel (demonstrando assim sua suposta virilidade como é de praxe a este subgrupo da espécie humana), e com ele se foi o ruidoso “tremor do créu” deixando a rua na paz dominical onde pude voltar a ouvir o cantar matinal de alguns pássaros sobreviventes (como eu) ao terremoto.


Para quem gosta de funk, este texto pode ser considerado uma crítica mordaz mas, sinceramente, não me levem a mal porque enquanto finalizo esta crônica, toca, ao longe, um pseudo-forró que diz: "chupa, chupa, chupa que é de uva!" então o mal está generalizado e os nossos bons ouvidos sofrerão terremotos diários de norte a sul do país.


É Brasil, que cultura hoje tem teu povo... um dia na minha vida eu achei que Luis Caldas dançando "Fricote" ou Sandro Becker cantando "Julieta tá" era algo bizarro. Eu estava enganado... como eu era feliz e não sabia.


Bom domingo às mães (sem o créuuu, Senhoras, pelo amor de Deus!).


[1] Créu, Melô, música (?) estilo funk carioca composta por um cidadão que se denomina Mc Créu.
[2] Play (corruptela de playboy): palavra de originária do idioma inglês que no Brasil serve para identificar tipos que possuem atitudes idiotizadas não importando a idade. Os plays podem ter de 18 a 81 anos, embora alguns já manifestem os sintomas por volta das 11 ou 12 anos. Playbosta: resultado da manipulação genética do play com o excremento (bosta) em si.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Fotografia contra luz


Foto tirada em 2001 no MHAM - Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Aproveitei o fim da tarde, por volta das 17:00h e fiz o clique. Acho que ficou um bom trabalho e a foto é uma das minhas preferidas.

domingo, 27 de abril de 2008

Aniversário de Brasília (48 anos)


Opinião própria: Juscelino Kubitschek foi o maior estadista brasileiro e deixou um legado histórico que se chama Brasília. A ele (Juscelino) coube transformar em realidade o sonho de interiorizar a capital deste enorme Brasil.


Os portugueses ao chegarem aqui no Brasil se limitaram a ocupar a imensa faixa litorânea banhada pelo Atlântico, evitando incursões ao interior do recém descoberto território brasileiro, o que foi objeto de críticas ainda na época da colonização, pois segundo o Frei Vicente do Salvador (1564-1639) os portugueses deveriam explorar mais o Brasil e não se contentarem em andar arranhando o mar como caranguejos.


Já em 1789 a Inconfidência Mineira tinha como uma das bandeiras a mudança da capital do Rio de Janeiro para São João Del Rey, em Minas Gerais, entretanto a idéia não vingou, muito pelo contrário, acabou no cadafalso. Mas a semente lançada pelos inconfidentes perdurou por dois séculos tendo empolgado José Bonifácio e o jornalista Hipólito José da Costa.


Tendo ido a Portugal completar os estudos, Hipólito José da Costa (1774-1823) formou-se em três graduações: Filosofia, Direito e Letras. Homem culto (defensor do Iluminismo), Hipólito José da Costa, em seus artigos, defendia a necessidade de transferir a capital para o Planalto Central.


Em 09 de outubro de 1821, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) providenciou dar um caráter institucional à questão da interiorização da capital, quando redigiu aos deputados da província de São Paulo às cortes de Lisboa, sugerindo a criação de uma cidade central no interior do Brasil para assento da Corte de Regência.


Em 1955, segundo assentamentos de José Asmar (O Legislador da Construção de Brasília), Juscelino Kubitschek ao dialogar com um homem do povo (Antônio Carvalho Soares - profissão: coletor estadual) em Jataí (sudoeste de Goiás), foi surpreendido com a seguinte pergunta:


"O senhor vai cumprir a Constituição, que determina a mudança da Capital Federal?"


Ao que respondeu: "Vou!"


Este dia, o 04 de abril de 1955, foi a data decisiva para o início do projeto de construção de Brasília e, no comício seguinte de JK em Porto Alegre, ele reafirmava: "É compromisso indescartável!" (construir Brasília).


Em 21 de abril de 1960, após três anos e dez meses nascia Brasília, que segundo Dinho Ouro Preto (Capital Inicial): "tem as ruas com cheiro de gasolina e óleo diesel, por toda a plataforma, você não vê a torre."

Sem eira nem beira


Os casarões e sobrados do Brasil Colonial eram construídos tendo como cobertura um imenso telhado feito com telhas de barro sobrepostas. Aqui em São Luís, e na maioria das cidades históricas do Maranhão, tal técnica de construção de telhados foi bem utilizada pela elite econômica da época, com um ponto que vale a pena destacar: abaixo do telhado eram feitos detalhes em forma da letra "M", detalhes estes que se chamavam de eira e beira. O adorno da eira e beira, além de decorativo, era um indicativo da posição sócio-econômica do proprietário do imóvel. Quanto mais detalhes, mais abastado era o dono do casarão ou sobrado. Daí vem o adágio popular: fulano não tem eira e nem beira, ou seja, fulano não tem posses, não tem dinheiro.