terça-feira, 29 de abril de 2008

Fotografia contra luz


Foto tirada em 2001 no MHAM - Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Aproveitei o fim da tarde, por volta das 17:00h e fiz o clique. Acho que ficou um bom trabalho e a foto é uma das minhas preferidas.

domingo, 27 de abril de 2008

Aniversário de Brasília (48 anos)


Opinião própria: Juscelino Kubitschek foi o maior estadista brasileiro e deixou um legado histórico que se chama Brasília. A ele (Juscelino) coube transformar em realidade o sonho de interiorizar a capital deste enorme Brasil.


Os portugueses ao chegarem aqui no Brasil se limitaram a ocupar a imensa faixa litorânea banhada pelo Atlântico, evitando incursões ao interior do recém descoberto território brasileiro, o que foi objeto de críticas ainda na época da colonização, pois segundo o Frei Vicente do Salvador (1564-1639) os portugueses deveriam explorar mais o Brasil e não se contentarem em andar arranhando o mar como caranguejos.


Já em 1789 a Inconfidência Mineira tinha como uma das bandeiras a mudança da capital do Rio de Janeiro para São João Del Rey, em Minas Gerais, entretanto a idéia não vingou, muito pelo contrário, acabou no cadafalso. Mas a semente lançada pelos inconfidentes perdurou por dois séculos tendo empolgado José Bonifácio e o jornalista Hipólito José da Costa.


Tendo ido a Portugal completar os estudos, Hipólito José da Costa (1774-1823) formou-se em três graduações: Filosofia, Direito e Letras. Homem culto (defensor do Iluminismo), Hipólito José da Costa, em seus artigos, defendia a necessidade de transferir a capital para o Planalto Central.


Em 09 de outubro de 1821, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) providenciou dar um caráter institucional à questão da interiorização da capital, quando redigiu aos deputados da província de São Paulo às cortes de Lisboa, sugerindo a criação de uma cidade central no interior do Brasil para assento da Corte de Regência.


Em 1955, segundo assentamentos de José Asmar (O Legislador da Construção de Brasília), Juscelino Kubitschek ao dialogar com um homem do povo (Antônio Carvalho Soares - profissão: coletor estadual) em Jataí (sudoeste de Goiás), foi surpreendido com a seguinte pergunta:


"O senhor vai cumprir a Constituição, que determina a mudança da Capital Federal?"


Ao que respondeu: "Vou!"


Este dia, o 04 de abril de 1955, foi a data decisiva para o início do projeto de construção de Brasília e, no comício seguinte de JK em Porto Alegre, ele reafirmava: "É compromisso indescartável!" (construir Brasília).


Em 21 de abril de 1960, após três anos e dez meses nascia Brasília, que segundo Dinho Ouro Preto (Capital Inicial): "tem as ruas com cheiro de gasolina e óleo diesel, por toda a plataforma, você não vê a torre."

Sem eira nem beira


Os casarões e sobrados do Brasil Colonial eram construídos tendo como cobertura um imenso telhado feito com telhas de barro sobrepostas. Aqui em São Luís, e na maioria das cidades históricas do Maranhão, tal técnica de construção de telhados foi bem utilizada pela elite econômica da época, com um ponto que vale a pena destacar: abaixo do telhado eram feitos detalhes em forma da letra "M", detalhes estes que se chamavam de eira e beira. O adorno da eira e beira, além de decorativo, era um indicativo da posição sócio-econômica do proprietário do imóvel. Quanto mais detalhes, mais abastado era o dono do casarão ou sobrado. Daí vem o adágio popular: fulano não tem eira e nem beira, ou seja, fulano não tem posses, não tem dinheiro.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Casarões da rua Afonso Pena


A rua Afonso Pena se incia em uma bifurcação existente na praça João Lisboa e termina no bairro do Portinho (próximo ao mercado do peixe). A mesma possui um belo conjunto arquitetônico tendo, no contexto geral, pouca descaracterização do seu conjunto original. Foto tirada em 13 de abril de 2008 por volta das 16:30h.

sábado, 19 de abril de 2008

Igreja do Carmo


Belo templo religioso que se destaca pela imponência da sua construção datada de 1627. Em 1641 os holandeses invadiram o Maranhão tendo os portugueses transformado a igreja em fortaleza de resistência no ano de 1643 (a invasão holandesa perdurou até 1644). Em 1866 toda a fachada frontal da igreja foi revestida de azulejos portugueses. Localiza-se na praça João Lisboa (centro histórico de São Luís-MA - fotografia tirada em 13 de abril de 2008 por volta das 16:20h).

domingo, 13 de abril de 2008

Mais um casarão que cai no centro histórico de São Luís




Na madrugada do dia 02 de abril de 2008, por volta das 03h:30min, desabou mais um casarão situado no centro histórico de São Luís-MA.


O prédio (ou o que restou dele) se localiza na rua do Sol nº 607, e não resistiu ao intenso período de chuvas que assola a capital maranhense.


A bem da verdade, em meus quase 40 (quarenta) ciclos solares, eu nunca tinha visto o imóvel ser alvo de uma boa reforma ou qualquer ação que pudesse lhe devolver a dignidade dos tempos de outrora.


Desde pequeno me acostumei a olhar o velho casarão daquele jeito: abandonado, sem pintura nas paredes e com as janelas de madeira meio quebradas, o que lhe configurava um aspecto sombrio e tenebroso.


Durante uns 15 (quinze) anos, da minha infância até chegar na adolescência, eu sempre ia cortar o cabelo na barbearia do "Seu" Totó (do barbeiro Antônio que trabalhava ao lado do casarão) e a fachada do prédio se mantinha inalterada, denunciando que seu destino já estava traçado, era questão de tempo vir ao chão.


Nas minhas contas, desde que me dou por gente, o casarão se sustentou - sozinho - por quase 40 (quarenta) anos... desse jeito fica difícil afirmar: é preciso amar a cidade pois, São Luís, te quero bela!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Rua 28 de julho


Hoje eu estou postando essa foto para demonstrar que a rua 28 de julho não pode (e nem deve) ser conhecida nacionalmente como uma rua de São Luís do Maranhão que um dia abrigou as "proletárias noturnas".
A rua foi batizada com esse nome numa alusão à data de 28 de julho de 1823, dia em que o Maranhão aderiu à independência do país declarada por Dom Pedro I em 07 de setembro de 1822.
O Maranhão - leia-se as elites econômica da época - se recusou a aderir à independência do Brasil por questões puramente econômicas. Nosso estado era, naqueles tempos, uma rica e próspera província com estreitas ligações comerciais com Lisboa (em Portugal), e praticamente ignorava as decisões emanadas do Rio de Janeiro. O Maranhão tinha uma verdadeira autonomia política e financeira em relação ao resto do Brasil.
No entanto, em 28 de julho de 1823, Lord Cochrane, um mercenário inglês a serviço do Império do Brasil, ancorou na baía de São Marcos e ameaçou bombardear a cidade de São Luís, que finalmente capitulou e veio a promover sua adesão à independência do Brasil. Esta data é feriado estadual no Maranhão.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vazante da maré em fim de tarde na rampa Campos Melo


Localizada no bairro da Praia Grande, a rampa Campos Melo foi construída em 1862 para servir de atracadouro para as embarcações que vinham do interior do estado e de outros locais do Brasil e do mundo.

Atualmente continua a ser utilizada para o embarque e desembarque de passageiros e mercadorias das cidades interioranas do Maranhão.

Talvez o fato mais marcante desta localidade de São Luís-MA tenha sido o naufrágio do navio Maria Celeste em 16/03/1954.

O Maria Celeste era um navio cargueiro fabricado pelo estaleiro Kane S. B. Co. em 1944, cujo armador era a Companhia Navegação São Paulo. A embarcação tinha 54m de comprimento e capacidade de deslocamento de 632t. No momento da explosão sua carga era de 1.000 cilindros de parafina e 3.000 cilindros de combustível. O acidente deixou um saldo de 16 (dezesseis) vítimas fatais e os destroços do navio queimaram durante três dias.

É da rampa Campos Melo que partem diariamente os barcos com passageiros (e muitos turistas) para a cidade histórica de Alcântara-MA.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Navigare necesse; vivere non est necesse


Pompeu, um general romano que viveu entre 106-48 a.C. dizia aos seus marinheiros amedrontados que se recusavam a viajar durante a guerra que: "navigare necesse; vivere non est necesse".
Fernando Pessoa também escreveu: "navegar é preciso; viver não é preciso".
Ontem, dia 25/03/2008 por volta das 09:30h da manhã, quando passava pelo rio Anil e vi os barcos enfileirados tendo ao fundo a ponte São Francisco resolvi fazer esta fotografia, pois achei uma ótima oportunidade para poder complementar o "post" anterior onde os barcos estavam parados, dependendo dos ventos e da cheia da maré...
bem, para um barco, como para os homens:


"Navigare necesse; vivere non est necesse".


Navegar é preciso
(Fernando Pessoa)


Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Oceano de pincel


Dia após dia,

parados, nem um sopro,

nem um movimento;


Imóveis tal um navio pintado

em um oceano feito a pincel.


Samuel Taylor Coleridge, O Velho Marinheiro

quinta-feira, 20 de março de 2008

Recomeçar, por Carlos Drummond de Andrade


Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e necessário

"Recomeçar".

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é...
agora é hora de reiniciar...
de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um corte de cabelo arrojado...
diferente?

Um novo curso...
ou aquele velho desejo de aprender a pintar...
desenhar...
dominar o computador...
ou qualquer outra coisa.

Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira...
tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.

Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?

Ir alto...
sonhe alto...
queira o melhor do melhor...
queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...

já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes...
fotos...
peças de roupa, papel de bala...
ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora...
mas principalmente...
esvazie seu coração...
fique pronto para a vida...
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...

Nós somos o "Amor"...

"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."
(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cachaça do Ceará

A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.
Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.
Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo - água ardente (Al Kuhu).
A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.
A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.
A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.
No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.
Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira
Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.
Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.
Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as "casas de cozer méis", como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.
A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.
Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.
Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.
Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.
Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.
Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso Quentão.
No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado
Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.
Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo. (Fonte:
http://www.museudacachaca.com.br/historia.html)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Sombra do lampião

Praça João Lisboa (São Luís-MA) em 14 de outubro de 2007, por voltas das 16:30h.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Teatro Municipal de São Paulo

No fim do século passado, a aristocracia paulistana pedia uma casa de espetáculos que pudesse receber as grandes companhias estrangeiras. Em 1900, a cidade contava apenas com o Teatro São José, que, depois de um incêndio, não tinha condições de acomodar os espetáculos estrangeiros. Decidiu-se então construir um novo espaço para atender às necessidades culturais da cidade que crescia a olhos vistos.
O edifício seria levantado em um terreno no Morro de Chá e a obra comandada pelo arquiteto Ramos de Azevedo - que depois emprestaria o nome à praça que fica bem em frente ao teatro. O terreno foi comprado em 1902 e os trabalhos começaram no ano seguinte. Ramos de Azevedo já sabia exatamente como seria o prédio: uma réplica menor da Ópera de Paris. Em 12 de setembro de 1911, o Teatro Municipal foi inaugurado, com apresentação do célebre barítono italiano Titta Ruffo, interpretando Hamlet, do francês Ambroise Thomas.
Feito para ter o palco ocupado quase que exclusivamente por óperas, o Municipal demonstrava, dez anos após sua inauguração, que não estava limitado às árias e ao lirismo, para tristeza e irritação dos puristas. Nos anos 20, os paulistanos puderam apreciar as performances das bailarinas Anna Pavlova e Isadora Duncan. Na mesma década, abrigou a Semana de Arte Moderna, que teve entre seus maiores expoentes Mário e Oswald de Andrade, Villa-Lobos, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.
Nos anos que se seguiram, a opulência do Municipal foi desaparecendo lentamente por causa das novas construções e hábitos da cidade. As Lojas Anglo-Americanas (antigo Mappin), o prédio do Banespa, o Hotel Esplanada (na época, o mais elegante de São Paulo, atualmente sede do grupo Votorantim), transformaram a função cultural que os arredores do teatro tinham em sua origem.
O teatro foi reformado duas vezes: uma na gestão do prefeito Faria Lima, quando as paredes foram pintadas e o lustre central da platéia, de 360 lâmpadas, regulado e o projeto original descaracterizado. A outra começou na administração de Jânio Quadros e foi concluída pela prefeita Luiza Erundina. Nesta, procurou-se preservar e restaurar o trabalho de Ramos de Azevedo. A fidelidade foi tanta que a fachada externa foi restaurada com arenito vindo da mesma mina que forneceu o material para a construção do início do século. Muitos artistas puderam visitar a cidade e se apresentar no Municipal. Foram vários os nomes importantes no palco: interpretando óperas, Enrico Caruso, Maria Callas, Bidu Sayão e Tito Schipa; na regência, o maestro Arturo Toscanini. A arte dramática foi representada com o melhor produzido dentro (Procópio Ferreira e Cacilda Becker) e fora (Viven Leigh, Raymond Jérôme) do País. (Fonte:
http://www.sampa.art.br/saopaulo/municipal.htm)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Janelas "abandonadas" de São Luís

São Luís, cidade tombada como patrimônio histórico da humanidade, tem (e muito) dessas coisas: a falta de zelo do poder público para com o conjunto arquitetônico da cidade. É com pesar que faço um registro fotográfico destes.

Congonhas (CGH), julho de 2004.






Por causa dos meus negócios com a VASP durante o ano de 2004 viajei com certa frequência à capital paulista e me hospedava sempre no Quality Suites que fica em frente ao aeroporto de Congonhas. A parceria com a VASP me possibilitou a realização de um sonho de criança que era a de participar do mundo mágico da aviação e, embora não sendo um piloto de avião, eu tive a facilidade de ter acesso ao interior dos hangares do Campo de Marte (que é um anexo de Congonhas e abriga as aeronaves da VASP). O acidente do dia 17/07/2007 com o Airbus A320 (vôo JJ 3054 da TAM) é um episódio trágico da nossa aviação e pessoalmente não arrisco uma opinião sobre de quem é a responsabilidade do acidente. A pista é curta? É! O fluxo de aviões está acima da capacidade do aeroporto, está! O governo é omisso quanto à segurança nos aeroportos, sim; mas Congonhas não pode (e nem deve) ser desativado como querem alguns setores da sociedade. Na minha opinião o que deve ser feito (com urgência), sem prejuízo de outras soluções (como a construção de um novo aeroporto), é um remanejamento de pousos e decolagens para Guarulhos e Vira Copos além de cobrar da Anac, um posicionamento mais firme em cima das companhias aéreas, pois estas últimas, na ânsia (e ganância) de venderem mais e mais bilhetes de passagens congestionam a pista de Congonhas trazendo desconforto, insatisfação e tristeza, para todos nós.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Barco navegando o rio Anil

Foto tirada por volta das 06:30h da manhã de domingo, dia 15/07/2007, comigo posicionado no muro da praça Dom Pedro II.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Janelas de São Luís

As janelas de São Luís não são apenas janelas as janelas de São Luís. São espectadoras centenárias do nascimento e crescimento da Ilha de Upaon-Açu. Todos os dias o sol da manhã vem lhes despertar as cores que encantam nossos olhares e, ao anoitecer, as luzes da cidade lhes conferem um brilho especial, quase mágico. (Esta fotografia ilustrou um folder da Trapiche Viagens e Turismo elaborado por Jefferson, da Voga Publicidade)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Carranca da Fonte do Ribeirão

Situada entre as ruas dos Afogados e das Barrocas, com lateral para a Rua do Ribeirão, em área correspondente ao antigo Sítio do Ribeirão, depois Largo do Ribeirão, a Fonte representa estimável herança da arquitetura colonial. Inserida num vasto pátio revestido com pedras de cantaria, é protegida por paredões em alvenaria. Ao fundo, sua fachada é delineada por grande quadro, ladeado por duas pilastras ornadas com frisos e encimadas por coruchéus. Estas pilastras apoiam um entablamento encimado por frontão decorado com símbolos pagãos e cristãos, contendo, no topo, uma estátua de Netuno, em pedra. Abaixo, situam-se três janelas gradeadas de ferro, dando acesso às galerias e, na base, uma série de carrancas de pedra com biqueiras de bronze, através das quais as águas são canalizadas, caindo em tanques lajeados. Daí, por uma espécie de rego, ao longo de pátio, escoam em direção à antiga Praia do Caju.As galerias subterrâneas são o ponto alto da fonte. Segundo a tradição, serviam de comunicação entre várias igrejas locais no tempo dos jesuítas. Têm forma arqueada (abobada de berço) e sentido transversal/longitudinal em grande extensão.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Partida de Futebol

Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer um gol
Quem não sonhou ser um jogador de futebol?
A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda, é uma partida de futebol
Posso morrer pelo meu team
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar
A chuteira veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora, é uma partida de futebol
O meio campo é lugar dos craques
Que vão levando o team todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol
O goleiro é um homem de elástico
Só os dois zagueiros tem a chave do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mas que beleza é uma partida de futebol
Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer um gol
Quem não sonhou ser um jogador de futebol?
O meio campo é lugar dos craques
Que vão levando o team todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol!
(Música de Samuel Rosa e Nando Reis)
Pois é, em tempos de futebol feio e sem graça (esta seleção do Dunga é um horror) aqui vai nossa força ao escrete canarinho para que possamos derrotar os "hermanos" argentinos domingo, dia 15 de julho de 2007, e trazer a taça da Copa América. Sabem onde foi tirada esta foto? Na Ilhinha (no bairro do São Francisco) em frente à praça Newton Bello. A comunidade aproveita o recuo da maré e monta as traves com caibros de mangue e manda ver na pelota por amor ao esporte. Mirem-se neste exemplo, Robinhos, Ronaldos e Cia.